sexta-feira, 29 de abril de 2011

Show "25 de Abril Sempre" em Seixal/Lisboa

Às vésperas do 25 de abril de 2011, às 22 horas na noite, um show popular em Seixal com Jorge Palma e os Diolinda. Entre a apresentação de um artista e outro, uma manifestação política pelo 25 de Abril, data comemorativa da Revolução dos Cravos, com um show de fogos de artifício.




Fiquem atentos para o conteúdo político das letras das músicas de Jorge Palma e Ana Bacalhau. Portugal vive um dos mais dramáticos momentos de sua economia e política desde a Revolução dos Cravos. A ditadura do capital financeiro sob o comando do FMI, com o apoio ativo (ou passivo) das oligarquias políticas do PSD e PS, está conduzindo o País para a recessão, desemprego e o desmonte do Estado de Bem-Estar Social.

A juventude portuguesa vive hoje, mais do que nunca, a falta de perspectivas no futuro, inserindo-se em empregos precários no mercado de trabalho. É o que explica, pelo menos, o surgimento inédito de movimentos sociais de jovens precários que protestam contra o encarceramente de seu futuro (FERVE, geração à rasca e precários inflexiveis). Por isso, a música "Que Parva Que Sou", dos Diolinda, cantada por Ana Bacalhau cativou tanto os jovens portugueses, expressando com inteligência criativa, os dilemas da "geração à rasca".

Observem, primeiro, para a letra da música (logo abaixo) e para as últimas palavras de Ana Bacalhau no final do show, segurando com a mão levantada, um cravo vermelho: "Ou tomamos isso [os ideais políticos da Revoluição dos Cravos] nas maõs; ou ficamos na mesma. Agora a escolha é nossa!".

Parva Que Eu Sou

Deolinda

Sou da geração sem remuneração
E nem me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!

Porque isto está mal e vai continuar,
Já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!

E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Que para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração 'casinha dos pais',
Se já tenho tudo, para quê querer mais?
Que parva que eu sou!

Filhos, marido, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!

E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração 'vou queixar-me para quê?'
Há alguém bem pior do que eu na tv.
Que parva que eu sou!

Sou da geração 'eu já não posso mais!'
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!

E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Concelho de Seixal

No domingo, às vesperas do 25 de abril de 2011, visitamos o concelho de Seixal, onde iria ser realizado um show comemorativa do 25 de Abril com Jorge Palma e os Diolinda. O concelho de Seixal, um distrito de Lisboa no estuário do Rio Tejo, foi um reduto histórico de trabalhadores do mar, e possui hoje no seu concelho (camara dos vereadores), hegemonia comunista. Na última década, os dirigentes do concelho buscaram tornar Seixal um pólo cultural-popular. A trilha musical intitula-se "Canção de Seixal" e foi feita para celebrar o concelho, contando com a participação de muitos artistas consagrados. O video original da música encontra-se AQUI.

domingo, 24 de abril de 2011

Explorando as Beiras II

Em Figueira da Foz, distante alguns minutos de Montemor-o-Velho, fizemos uma rápida incursão pela beira-mar. Já era final de tarde e o crepúsculo se aproximava.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Explorando as Beiras

Neste experimento audiovisual com cenas da Beira portuguesa organizo algumas imagens de Pereira e Montemor-o-Velho, salientando alguns detalhes da vida cotidiana como, por exemplo, o condominio de cegonhas na torre de transmissão eletríca que se contrasta com o sem-teto que construiu a sua casa num velho onibus no campo. Em Pereira encontramos a velha igreja barroca e a loja das tradicionais queijadinhas tão apreciadas pelos turistas. Em Montemor-o-Velho, visitamos o castelo fundado no século 14 que ainda domina com seu olhar, o território da Baixa portuguesa; e a Igreja de Santa Maria de Alcaçova que sobreviveu a mais de 500 anos de história do capitalismo moderno.

Fotos de Lisboa (14/04) e Coimbra (17/04)

Utopia portuguesa


Cartaz do filme "O Grito" ao lado do parlamento português

Cena urbana de Lisboa

Cena urbana em Lisboa

O elétrico em Lisboa


Cena urbana de Lisboa


Prédio de estilo clássico em Lisboa,
próximo do prédio do CES (Centro de Estudos Sociais).


Prédio do parlamento português em Lisboa


Vista panorâmica de Coimbra



segunda-feira, 18 de abril de 2011

At home

Num primeiro momento, uma cena panorâmica da cidade de Coimbra do alto do piso de alimentação do Shopping Fórum, um dos melhores da cidade, salientando ao longe, a torre da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, símbolo histórico da velha cidade portuguesa. Depois de almoçar no Fórum, com Elisio e Natasha, nos dirigimos, naquela tarde ensolarada de domingo, para um passeio nas Beiras, visitando Pereira, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz. Como detalhe deste pequeno video, os interiores da minha residência no bairro de Celas em Coimbra.

domingo, 17 de abril de 2011

A largada

Este é um diário fotográfico (com alguns comentários) de cenas cotidianas da minha passagem por Portugal no ano de 2011. É uma tentativa de fixar memórias cotidianas que irâo se perder no tempo. Este é um ano especial, não apenas para mim, mas para o povo português: em 2011, Portugal vive uma de suas maiores crises sociais e políticas por conta da insolvência financeira provocada no país pelo capital parasitário-especulativo. Percebe-se a inquietação pessoal diante de um País paralisado pelas ameaças de corte de salários e beneficios sociais. Enfim, nada como estar num País num momento de crise para senti-lo efetivamente como ele é. Nesse caso, foi providencial estar em Portugal neste ano em que o FMI ronda as plagas lusitanas.